Um romance que traz para o universo da ficçĂo a realidade do quotidiano urbano do sĂ©culo xxi: trabalha se para viver e vive se para trabalhar. no escasso tempo que sobra, ficamos Ă mercĂȘ de quem nos paga o salĂĄrio e de uma irremediĂĄvel solidĂo. mordaz e cru, olho da rua traz Ă tona a mesquinhez do ser humano e de uma sociedade garrotada pela ... no japĂo, uma rapariga suicida se na noite de natal, atirando se de uma janela do seu local de trabalho, a principal agĂȘncia de publicidade do paĂs. no mĂȘs anterior, tinha cumprido 105 horas extraordinĂĄrias.em lisboa, uma agĂȘncia de publicidade decide adotar uma inovadora estratĂ©gia japonesa de despedimento: os colaboradores que estĂo na calha para ir para a rua sĂo convidados a desempenhar o papel de carrasco e escolher entre si quem deverĂĄ ser despedido. um jogo ingrato e perigoso, que transforma a empresa num campo de batalha. entre mortos e feridos, ninguĂ©m se salva: multiplicam se as intrigas e os golpes baixos, formam se alianças improvĂĄveis, desperta um romance escaldante, e atĂ© ocorre um homicĂdio bizarro. «nessa tarde soube que fazia parte de um lote de funcionĂĄrios a dispensar da agĂȘncia de publicidade onde trabalho. melhor dizendo, somos seis funcionĂĄrios e um de entre nĂłs vai ser despedido, seremos nĂłs a decidir qual. acreditam nisto? eu tambĂ©m nĂo acreditei, mas parece que Ă© verdade âveio cĂĄ a diretora de recursos humanos explicar que esta estratĂ©gia tem sido utilizada com sucesso no japĂo....
